Ilustração criada para decorar o teto do Camarote do Reino no carnaval de 2009, batizada de “Capela Sextina”. Um pouco do sagrado e do profano, do barroco e do photoshop.
Inspirado em meu amigo arquiteto, designer e artista, Durval.
Ilustração criada para decorar o teto do Camarote do Reino no carnaval de 2009, batizada de “Capela Sextina”. Um pouco do sagrado e do profano, do barroco e do photoshop.
Inspirado em meu amigo arquiteto, designer e artista, Durval.
Publicado em axé music, Carnaval, Design e Ilustrações, design gráfico, O Livro: Fantasias
Com a tag Axé Music, Carnaval, Carnaval baiano, design gráfico, Livro sobre Carnaval, Trio Elétrico
Esse é um “plástico” do bloco Traz-os-Montes, com estampa criada para o carnaval de 1982, quando a agremiação faria 10 anos. Para aqueles que não sabem – acredito que a maioria – naquela época, ainda não existiam os “adesivos” tão comuns nos vidros dos carros nas décadas de 80 e 90. O que utilizavamos eram os “plásticos”, que tinham a mesma função de comunicação, mas eram presos ao vidro com uma leve umedecida com água e podiam ser retirados facilmente. Se não era a única forma de divulgação dos blocos de carnaval, era, de longe, a mais importante. Ter um desses no carro significava fazer parte de uma galera especial. A propaganda passava por ai: o que era exclusivo, era desejado.
Essa peça também revela um pouco da concepção criativa e da personalidade contraditória que eu tinha na época. Num momento em que a estética do carnaval estava mais para os confetes, serpentinas, pierrôs e as colombinas das decorações ou do escrache dos personagens momescos e baconianos dos blocos, eu me valia de um grafismo icônico e sintético, quase uma marca. Não fossem as cores, nem parecia carnaval. O sol nascente revela uma forte influência da estética surf que acabava de invadir nossa geração. Sincretismo estético.
Revelando já um lado publicitário, resolvi dar um jeito numa questão recorrente aos blocos que chegavam ao décimo carnaval, mas que, como tinham sido fundados dias antes da primeira vez que foram para a rua, tinham de fato só 9 anos. Então, em vez de colocar o tradicional “10 anos”, o que seria falso, resolvi adotar os “10 Carnavais”, mais justo e menos careta.
Os leiautes eram feitos com guache ou caneta hidrográficas, e as artes finais em tinta nanquim, com aquelas terríveis canetas “Rottring”, que entupiam o tempo todo.
Lembro exatamente do dia em que concebi essa peça. Difícil é acreditar que já se passaram 30 anos, rsrsr…
Publicado em blocos de trio, design gráfico, O Livro: Fantasias, Publicidade
Com a tag Bloco de Trio, Publicidade no Carnaval, design gráfico, Carnaval, carnaval 1982, o carnaval, Carnaval baiano
Infintos textos sobre a amizade, mas nenhum traduz essa incrível experiência humana. Por vezes reencontro amigos em fotos, em momentos congelados por um clique: o copo, a roupa, a câmera, a lembrança, o sorriso de meu ídolo e grande redator Carlos Bonete, o nosso fotógrafo e músico Carrilho, parceiro de uma branquinha, Betão, meu diretor de arte preferido, e seu irmão que não lembro o nome, rsrsrs. Parceiros de longas datas e publicitários por coincidência. Mas amigos, sempre.
Publicado em O Livro: Fantasias
Campanha de lançamento das atrações do Camarote do Reino 2012 para a quinta e sexta de carnaval com o grupo Exaltasamba.
A criação foi minha e a ilustração foi de nosso talentoso Tiago. Também tivemos a colaboração de Felipe na direção de arte.
Publicado em Carnaval, Design e Ilustrações, design gráfico, Publicidade
Com a tag Carnaval, design gráfico, Publicidade, Publicidade no Carnaval
No dia 29 de novembro de 1990, há exatos 21 anos, os EUA deram início a invasão do Iraque. Por aqui, na terra de São Salvador da Bahia, em plena everfescência da axé-music, o cantor Netinho entoava seu hit “Golfo Pérsico”, ensaiando a galera para o carnaval de 2001. No mesmo espírito, o Bloco Beijo acabava de enviar um cartão de boas festas para seus associados onde clamava por ”Um Beijo à Paz!”, título de meu amigo Bonet para textualizar minha ilustração feita com um aerografo e retoques a guache.
Como todos sabem, de nada adiantou nossos simplórios apelos e a guerra aconteceu. Mas ficou o registro da forma desprendida que os blocos de carnaval se comunicavam na época. O assunto nunca era “venda”. Mas vendiam muito mais que abadás, vendiam fantasia.
Publicado em axé music, blocos de trio, Carnaval, Design e Ilustrações, O Livro: Fantasias, Publicidade
Com a tag Axé Music, Bloco de Trio, design gráfico, Publicidade, Publicidade no Carnaval, Trio Elétrico
Outdoor criado para o Motel Decameron, em 2008, anunciando o novo período de 6 horas. A idéia da ampulheta simulando o corpo de uma mulher não convenceu muito o cliente, mas, como não havia mais tempo… rsrsrsr… a gente veiculou assim mesmo. Gosto de idéias híbridas.
Ilustração feita originalmente em vetor com toques de “brush” no photoshop.
Depois do sucesso de captação de projetos como Crocodilo/C&A em 1991, Pinel/Consul, Beijo/Coca-Cola e Cheiro/Pepsi em 1992, começaram a surgir idéias mirabolantes para atrair o patrocinador para o Carnaval de Salvador. Muitos projetos ficaram só nas idéias, mas outros, como o Trio do Crocodilo com uma enorme boca abrindo e fechando na frente do Trio foi realizado com sucesso.
A maioria desses projetos eram ilustrados com a técnica “aerografia”, que utilizava um tipo de caneta spray, hoje equivalente ao “brush” no Photoshop. Eram muitas horas de paciência para recortar as máscaras com um bisturi e muita tinta colorindo o pulmão.
Publicado em blocos de trio, Carnaval, O Livro: Fantasias, Publicidade, Trio Elétrico
Com a tag Bloco de Trio, Carnaval, Livro sobre Carnaval, Publicidade, Publicidade no Carnaval, Trio Elétrico
Pelo que conta a história, o Trio Elétrico já nasceu com patrocinador, mas, na minha memória, a imagem do Trio Elétrico da aguardente “Saborosa”, em forma de garrafa nos anos 1960, é a campeã. Até os anos 1990, porém, na maioria das vezes o Trio Elétrico trazia várias marcas de patrocinadores perdidas em meio à decoração, sem muito impacto junto ao folião. Com o Trio da Saborosa na cabeça e um problema nas mãos, que era aumentar a captação dos valores de patrocínio para os blocos na época, a partir de 1991, propus glamourizar a visibilidade do patrocinador no Trios Elétricos. O Primeiro projeto nessa linha foi o Trio Crocodilo / C&A, com o apoio de Fred Boat, que obteve grande receptividade junto ao patrocinador e virou referência para outros que viriam, como o do Bloco Pinel, onde propomos colocar um ar-condicionado na frente do Trio e aumentamos o patrocínio em 5 vezes.
Publicado em blocos de trio, Carnaval, O Livro: Fantasias, Publicidade, Trio Elétrico
Com a tag Bloco de Trio, Carnaval, Livro sobre Carnaval, Publicidade, Publicidade no Carnaval, Trio Elétrico
Publicado em axé music, design gráfico, Festas, Publicidade
Com a tag Axé Music, design gráfico, Publicidade, Publicidade no Carnaval
Gosto muito dessa ilustração feita para a capa do Asa de Águia. No ano seguinte, no Carnaval 20o2, Durval Lelys estreou no Circuito da Barra com seu personagem “O Rei da Folia”, pela primeira vez no Bloco Me Abraça. O projeto gráfico da capa contou também com a direção de arte da perfeccionista Gabriela (Gabi) Dias, na época trabalhando com a gente.
Nessa ilustração utilizei apenas o aerografo (brush) do photoshop, à “mão livre”, porque ainda não sabia criar máscaras, nem layers. Na verdade ainda sou um dinossauro nesse programa.
Publicado em axé music, Design e Ilustrações, design gráfico
Com a tag Axé Music, Carnaval, design gráfico
Outdoor inaugural da nova campanha do Camarote do Nana que se desdobrará até o Carnaval 2012. A “paixão”, que move vários aspectos dessa festa, foi a inspiração para todas as peças publicitárias e promocionais.
Nesse outdoor contei com duas indispensáveis colaborações: a direção de criação de Lívia Diamantino e a direção de arte de Mariana Villas-Boas.
Publicado em Carnaval, design gráfico, O Livro: Fantasias, Publicidade
Com a tag Carnaval, design gráfico, Publicidade, Publicidade no Carnaval
Durante a criação dos abadas para o Bloco Crocodilo no carnaval 2011, que prestou homenagem a três artistas brasileiros, esbocei duas sugestões para o dia em que o bloco de Daniela Mercury homenageou a obra de Tarsila do Amaral: uma inspirada em sua obra mais icônica, o Abaporu, e a outra simulando uma pintura da própria Daniela by Tarsila. A opção “Abaporu” foi a escolhida pela cantora. Passado o carnaval, posto aqui minha homenagem as duas grandes artistas.
Publicado em Abadás, Carnaval, design gráfico, O Livro: Fantasias
Com a tag Abadá, Axé Music, Bloco de Trio, Carnaval, design gráfico
Publicado em O Livro: Fantasias
Publicado em O Livro: Fantasias
Publicado em Carnaval, design, Design e Ilustrações, design gráfico
Com a tag Carnaval, design, design gráfico
Acima, no topo, primeiro trabalho para o Bloco Camaleão. Fui criar para eles no mesmo ano em que Luiz Caldas, recém saído do Bloco Beijo, se mudou para lá, em meados de 1984. No ano seguinte, depois da sua estréia no Camaleão, Luiz virou celebridade e ganhou o título de”Rei do Fricote”.
Eu tinha, na época, verdadeira paranóia por inventar tipologias, evidente nas três primeiras artes acima, onde a figura do “bicho camaleão” era sempre presente, até que foi substitudo pela “patinha” já na era da banda Chiclete com Banana. Em sua primeira versão a patinha aparecia em dupla, mas diante do sucesso imediato, logo virou o grande símbolo do bloco e, para aumentar a força de sua comunicação, ano seguinte mudamos para uma só pata. Sem dúvida, a marca mais conhecida do Carnaval Baiano. (Ver postagem “A Origem da Patinha do Camaleão”)
Publicado em axé music, blocos de trio, Carnaval, design gráfico, O Livro: Fantasias, Publicidade
Com a tag Axé Music, Bloco de Trio, Carnaval, Publicidade no Carnaval
Há exatamente um ano e um dia – em 27-05-2010 – inaugurei esse meu blog com uma postagem intitulada “O Futuro do Trio Elétrico” – ilustrado por essa imagem acima – uma visão minha sobre o amanhã dessa maquina de som e promoção que é o trio. Pensando apenas em registrar alguns momentos desses meus 30 anos de trabalho no Carnaval de Salvador, não criei expectativas, mas confesso que me surpreendi com essa ferramenta fantástica de comunicação que, conjugada com o Twitter e o Facebook, viabilizam o conhecimento mútuo de idéias e pessoas sem ter que passar pelo crivo de jornalistas, editores, etc.
Quero agradecer a todos os leitores desse blog com seus 65,591 views, suas críticas e sua atenção durante esse primeiro ano. Para mim tem sido um imenso prazer compartilhar, com todos vocês, arquivos e fatos que ajudam a entender esse período da história que, além de espelho, são como instantâneos dos hábitos sociais e cultura de um povo.
Publicado em axé music, design, Design e Ilustrações, O Livro: Fantasias
Com a tag Carnaval, design, Livro sobre Carnaval, Trio Elétrico
A Banda Asa de Águia está dando uma repaginada na sua Asa Tv Net, lançada pioneiramente há 3 anos. Novos programas já estão sendo produzidos e haverão muitas novidades, a exemplo do Asa é Show que aborda os bastidores das apresentações da banda comandada por Durval Lelys.
Além dessa, criamos também marcas para cinco outros programas. Todos com estréia marcada para breve.
Publicado em axé music, O Livro: Fantasias
Com a tag Axé Music, Publicidade no Carnaval
Na época em que o Asa de Águia foi para o bloco Eva, produzimos essas fotos para um outdoor que levava o titulo “Feliz Eva Astral!”. Como sempre, Durval não só encarnou a idéia, como a própria personagem desse Mago, predecessor e inspirador de outras tantas fantasias que viriam. Essas fotos inéditas – a do outdoor citado acima foi outra – são de meu querido amigo Carrilho, parceiro de tantos trabalhos e aventuras. Fato curioso foi que algumas das idéias e poses desse ensaio fotográfico foram sugeridas por Alan, meu filho, na época com uns 10 anos, e, surpreendentemente, aceitas por Durval que, oportunamente, viu no menino uma mente mais aberta as suas elocubrações do que a minha.
Publicado em axé music, Carnaval, O Livro: Fantasias
Com a tag Carnaval, Livro sobre Carnaval, Publicidade no Carnaval
Vendo estas fotos em meus arquivos, me chamou a atenção o fato delas representarem, de forma bem clara, três momentos que simbolizam a virada tecnológica dos Trios Elétricos, o que viria a provocar mudanças profundas no cenário musical e cultural da Bahia. Também é curioso o fato dessas fotos serem de três anos seguidos – 1979, 1980 e 1981 - e pertecerem ao mesmo bloco, no caso, o Traz os Montes.
Vejamos: na primeira foto, de 1979, o Trio do Bloco Traz os Montes era na verdade um reserva do Trio Tapajós. Ainda predominavam as chamadas “boca sedã”, tipo de propagador de som em forma de cone. Haviam apenas umas duas pequenas caixas de som na frente e nas laterais e os amplificadores ainda eram do tipo valvulados. Curiosamente, podemos ver a figura de Bell, cantor da Banda Scorpius, atual Chiclete com Banana, tocando uma guitarra no final da parte superior do trio, e toda a percurssão em baixo, na lateral, como era tradição em todos os trios da época.
Já na foto acima, de 1980, vemos o primeiro Trio Elétrico totalmente transistorizado e utilizando unicamente caixas de som e cornetas “Snake” e não mais as “bocas sedãs”. Esse Trio Elétrico do Traz os Montes foi uma revolução estrondosa, literalmente. Ninguém, até então, ouvira um som com tanta qualidade, fruto da inventividade dos jovens diretores do Bloco Traz os Montes e dos técnicos de som Wilson Marques e Miller. Nessa foto, eu apareço de short vermelho conversando com Rey, baterista da banda, além de Alexandre, meu primo, e Wilson, o barbudo em cima do trio. Esse foi meu primeiro trabalho de decoração, executado na antiga sede da ABB, na Barra.
Por último, o trio que fez a maior de todas revoluções quando colocou caixas de som onde antes ficava a percurssão e proporcionando, pela primeira vez, que uma banda completa se apresentasse na parte superior do trio. Percebam que, ao contrário dos dois anteriores, não existe mais aquele vão na lateral do trio. O impacto dessas modificações fez com que esse trio virasse referência para todos os que foram construídos a partir de então, ocasionando o surgimento de várias bandas e artistas que, mais tarde, dariam forma a chamada “axé music”.
Publicado em axé music, blocos de trio, Carnaval, O Livro: Fantasias, Trio Elétrico
Com a tag Axé Music, Bloco de Trio, Carnaval, Livro sobre Carnaval, Trio Elétrico
“Ser Mãe é como ser artista, é interpretar vários papéis… …e todos ao mesmo tempo. São tantas as personagens… …a ‘Carinhosa’, a ‘Brincalhona’, a ‘Reclamona’, a ‘Protetora’… …irresistíveis quando interpretam desajeitadas ‘Palhaças’ ou se deixam encarnar pela ’Dona Salva-vidas’ e nos enchem de ‘beijos curativos’. Mas é, quando chega a noite e seus mistérios, no papel da ‘Contadora de Histórias’, que ela torna-se a maior das estrelas e embala nossa imaginação, abrindo-lhe as cortinas e sem nunca mais abandonar o palco de nossas vidas.”
À todas as Mães!
Vez por outra, acho alguma curiosidade em meus velhos arquivos… essa é uma versão tribal da marca Asa de Águia. Em sua maioria, essas ilustrações foram criadas para aqueles adesivos de pele que imitam tatuagens e são distribuídos no carnaval.
Publicado em axé music, design gráfico
Com a tag Axé Music, design gráfico, Maori, tatoo, tatuagens
A Banda Mel na época era formada por Dal Batera, Jailton Dantas no baixo, Toni Augusto na guitarra, Julinho Villani nos teclados, na percussão Dito e Orlando Costa e Márcia, Nonato e Alobened nos vocais.
Publicado em axé music, design gráfico, O Livro: Fantasias
Com a tag Axé Music, design gráfico, Livro sobre Carnaval
Para os “Asa maníacos” oferto essa idéia que inspira bem uma tatuagem. Em breve coloco mais algumas sugestões para os fãs do Asa de Águia.
Publicado em axé music, design gráfico, O Livro: Fantasias
Com a tag Axé Music, design gráfico, Maori, tatoo, tatuagens
Criada para o Consórcio Arena Salvador (Odebrecht + OAS), que está construindo o novo estádio da Fonte Nova, essa marca foi aprovada em maio de 2010.
A Fonte Nova sempre teve um papel muito importante e simbólico para os soteropolitanos e sua cultura. Torcemos para que essa nova Fonte Nova, construída para atender a Copa do Mundo 2014, possa dar continuidade a essa grande tradição do futebol baiano.
Com o assombro que as novidades exercem sobre um garoto de 14 anos, vi uma nave espacial desfilar pela Avenida Sete num inesquecível e mágico dia do carnaval de 1972. Lembro das formas arrojadas, das luzes, dos vidros verdes deixando transparecer o ambiente tecnológico de onde reluzia um objeto de última geração e desejo: uma tv portátil. Aquela imagem ficou gravada para sempre e me fez supor de que poderíamos criar qualquer coisa, mesmo que sobre um simples trio elétrico. Que nem aquela “Caetanave”.
Corto para 1980, galpão do Trio Tapajós, em Paripe. Eu, de cima de um andaime onde decorava o trio do Traz os Montes, observava, ao lado, um homem agitado que gesticulava como um maestro compondo sua criação em meio à toda aquela ferragem, barulho e meia dúzia de soldadores e ajudantes. Ele, olhando para o vazio à sua frente, parecia enxergar linhas e traçados que só ele via. Estava construindo, do zero, seu mais novo Trio Elétrico Tapajós. Não havia planta, só um projeto na cabeça. E, dirigindo seu dedo para pontos invisíveis aos não iniciados em sua arte, gritava: ponha um ferro alí, outro lá… naquele instante, imaginei como ele teria construído aquela “Caetanave” que me encantara há quase uma década e que, segundo ele, proporcionou pela primeira vez a experiência de alguém cantar no trio. Mais precisamente, Caetano Veloso com sua recente “Chuva, Suor e Cerveja”. Definitivamente, tratava-se de um empreendedor excêntrico. Só mais tarde conhecí o sonhador.
Ouso dizer que Seu Orlando, do Trio Tapajós, foi tão importante quanto Dodô & Osmar para a história do Trio Elétrico. A dupla inventou a pequena “fubica” para se divertir, mas foi Seu Orlando Campos quem alimentou e deu musculatura àquela criação. Foi quem desenvolveu as carrocerias de metal para os trios, tornou-os maiores e mais potentes… e, com sua visão empresarial, fez dessa parafernália ambulante um atrativo para os patrocinadores.
Ano passado, ele me solicitou um projeto visual para seu querido Trio Tapajós que relembrasse a maior de suas criações: a Caetanave - sua homenagem ao retorno de Caetano Veloso e Gil do exílio em 1972. Desenvolvemos com ele o projeto acima, mas, infelizmente, Seu Orlando não conseguiu o apoio suficiente, nem os recursos. Apesar da idade avançada, das dificuldades financeiras, ele continua o mesmo idealista e sonhador que ajudou a criar e dar forma a essa poderosa máquina chamada trio elétrico, que promoveu e viabilizou a carreira de tantos grandes artistas da música baiana.
Publicado em axé music, Carnaval, O Livro: Fantasias, Trio Elétrico
Com a tag Axé Music, Carnaval, Publicidade no Carnaval, Trio Elétrico
Dando proseguimento à série de idéias que nasceram para virar comida de traças… ou de virus… rsrs… resgato mais essas duas pérolas do anonimato e do inevitável lixo. O mini-trio “Beijoca” me foi encomendada para a Banda Beijo, na época com a cantora Gilmelândia. Já a o “Porreta” foi para o grupo Babado Novo que deu início a carreira de Claudia Leitte. Âmbas foram pensadas há mais de 8 anos, na esteira do sucesso da Trivela, formato de evento criado por Durval Lelys, em 1998, que tem um mini-trio como característica principal.
Como tantas outras elocubrações, essas também rondam perdidas, como zumbits, no ciberespaço.
Publicado em axé music, design, Festas, O Livro: Fantasias, Trio Elétrico
Com a tag Axé Music, design, Trio Elétrico
Algumas marcas tem o potencial de marcarem nossas vidas para sempre. Por exemplo, o símbolo da escola na qual estudamos na infância. É um período em que nossas mentes estão frescas e ávidas por descobrir um mundo de coisas e novidades. Tive o privilégio de criar a marca da escola Clubinho das Letras há 20 anos. Inicialmente a marca se limitava ao desenho do garoto, mas os pais de “garotas” reclamaram uma versão feminina, o que foi feito posteriormente.
Durante todo esse tempo a marca sofreu modificações e atualmente ela tem duas versões: uma ilustrada no Photoshop (acima) e outra em versão monocromática, finalizada em vetor (abaixo).
Publicado em Design e Ilustrações, design gráfico, Publicidade
Com a tag design gráfico, Publicidade
Ao som de “Pinel de Flash Gordon”, composição de Durval Lelys, o Bloco do Pinel fervilhava no carnaval de 1988. Era a estréia de Durvalino como vocalista da Banda Pinel que mais tarde daria origem ao Asa de Águia. O trio, em tons de azul, combinava com a mortalha que trazia o “maluquinho” símbolo do bloco mais cobiçado na época.
As mortalhas, enormes pedaços de tecido em algodão e impressas em silk-screen, eram símbolo de orgulho para os foliões que as esperavam ansiosamente. Elas identificavam a que “tribo” você pertencia. Ao contrário de hoje, o status de um bloco era mais importante do que o próprio artista ou banda que se apresentaria no trio. Na verdade, ao artista era concedido o privilégio de “puxar” o bloco e comandar a festa da galera. Era fundamental que ele também pertencesse ao grupo que iria comandar. Assim eram os blocos, assim foi o Pinel.
Combinar o tema da fantasia e da decoração do trio com o da música, foi resultado de uma conversa que Durval Lelys teve comigo logo que ele assumiu a banda. Pela primeira vez ví um cantor se preocupar em dar essa visão homogênea ao bloco. O resultado foi o tema “Flash Gordon Pinel”, juntando música e estética visual. Dessa conversa surgiu também uma parceria que já dura mais de 20 anos.
A mortalha abaixo, marca uma evidente preocupação minha em predominar uma só cor nas fantasias, afim de valorizar o conjunto, mesmo que em detrimento da peça individualmente. Eu entendia que as mortalhas multi-coloridas, quando em conjunto, geravam um efeito pictográfico indefinido, geralmente um tom amarronzado. Tantos anos depois, vejo, curioso, o meu esforço hilário em colocar tons de azuis até nas figuras humanóides do desenho. Mais curioso ainda foi o fato de que, anos mais tarde, essa minha visão monocromática viria a viabilizar uma outra idéia que foi um abadá para cada dia no Bloco Cheiro. Seria impossível, do ponto de vista da segurança do bloco, três abadás multi-coloridos. Para os mais novos, lembro que, até 1997, o folião recebia uma só fantasia para os três dias de carnaval. A criação dos três abadás também viabilizou a venda individualizada dos dias dos blocos como fazem a atuais centrais de vendas.
Publicado em Abadás, axé music, blocos de trio, Carnaval, design, Trio Elétrico
Com a tag Abadá, Bloco de Trio, design gráfico, Trio Elétrico

Mais uma sugestão para os seguidores da Pata Amada… um tatoo no estilo maori da patinha do Camaleão inspirado nas máscaras polinésias.
Publicado em blocos de trio, Carnaval, design gráfico