A minha mortalha.

Mortalha do Cheiro no carnaval de 1991

A beleza da foliã salvou minha criação.

Assim como a mortalha do Pinel postada abaixo foi uma ousadia que deu certo, outras experiências também me marcaram para sempre, rsrsrs…

Sempre gostei de florais e, no carnaval de 1992, resolví juntar esse tema a uma outra preferência minha: a cor branca. Naquela época, o uso do branco em fantasias não era bem visto por conta do tecido de algodão rústico que utilizávamos, mas convencí os “meninos” do Cheiro de que recursos industriais como “branqueamento” e “alvejamento” trariam uma qualidade ao tecido e esse preconceito com a cor branca seria superado. Só não imaginava que também havia uma enorme rejeição ao floral, principalmente ao meu floral.

Acordei no sábado de carnaval e ao ligar a tv – o Cheiro desfilava no sábado e pela manhã – dou de cara com um reporter de microfone em punho, dentro do desfile do bloco Cheiro na Avenida, entrevistando os foliões sobre uma queixa geral: a mortalha. “Nunca ví uma mortalha tão vagabunda, parece um pano de chão.”,”O Cheiro sempre fez umas fantasias legais, mas nunca ví uma mortalha tão feia..”. Tive vontade de não ter acordado naquele dia, mas tive de enfrentar as ruas… e as criticas. Me enterraram com mortalha e tudo.

Depois do carnaval, ví essa foto numa exposição no Shopping Barra e a comprei. De alguma forma a beleza da foliã compensava o fracasso de minha idéia. Hoje, revendo a foto, acho aquela fantasia perfeita. Continuo teimoso.

16 Respostas para “A minha mortalha.

  1. Gabi Martinez

    Os florais estão com tudo nesse verão 2011, Pedrinho. Vai tentar de novo?🙂 Dou a maior força! Beijos!

  2. Outro dia tava conversando com uma designer aqui em Vancouver, recem formada na Vancouver Film School, coincidentemente mexicana, e ela me disse que a cor preferida dela era branca. Eu fiquei curioso obviamente, já que branco “não é cor” e a resposta dela me fez repensar e eu hj em dia posso dizer que é a minha preferida também. Naquela ocasião ela me disse que “branco era a melhor cor, porque branco combinava com todas as outras cores…”

  3. Tenho que confessar: a folião, de fato, salvou sua mortalha! E ela até que lembra Liu… rsrs

  4. ah vai! ficou muito mais bonito que uns certos abadás que vejo por ai…

  5. Hj em dia esse abada seria muito bem visto. Logico que em vez de floral tivesse só um tipo de flor…

  6. Ola, gostaria de fazer uma retificação. O floral foi no carnaval de 1992.
    Em 1991 a mortalha foi cor de rosa com corações.
    Sempre gostei do Cheiro de Amor nos tempos do saudoso amigo “Toto”.
    Abração

  7. Pedrinho, apesar de não me considerar público-alvo de AxéMusic/Carnaval, gostei bastante do seu trabalho! De fato essa mortalha do Cheiro é belíssima… talvez de uma beleza sublime demais pro Carnaval… uheuhehuuheuhe
    Ah! E parabéns pela Benzadeus. Sou fã! Sempre que posso dou uma passada na loja pra ver as novidades.
    Um grande abraço!

  8. Consuelo Vidal

    Olá, Pedrinho…sempre admirei seu trabalho, mas confesso que essa mortalha do cheiro não agradou…realmente o pano parecia pano de chão e os homens reclamaram muito. Na época eu saí no Beijo e lembro que zoava meu irmão no meio da rua chamando pelo nome de cada uma das flores. No mesmo ano foi a mortalha “zebra” amarela e preta do Beijo…tb não gostei…em compensação no ultimo ano do Beijo vc arrasou com a mortalha de dois lados diferentes.

  9. Anderson Cley

    Poxa, eu gostei sim da mortalha, lembro muito bem este ano, foi uma das mortalhas que me chamou atenção ppor se mostrar diferente dasa demais!!

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