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Banana Coral e seu abadá tribal.

Abadá do bloco Banana Coral para o carnaval 2011.

Abadá do bloco Banana Coral para o carnaval 2011.

Com meu amigo Tinho ao lado e Bell online, na pressão, foi assim que saiu esse abadá do Banana Coral, bloco comandado pelos meninos da Oito7nove4. Tribal total!

10 anos do Coruja com Ivete. – A Marca.

Marca do Bloco Coruja criada no início da década de 2000.

Marca do Bloco Coruja criada no início da década de 2000.

Nesse carnaval, o bloco Coruja comemorou seus 10 anos de parceria com Ivete Sangalo. Tive o privilégio de ter participado dessa história até o ano passado. Há 10 anos, Marcelo Rangel me convidou para essa empreitada e tive como primeiro desafio criar uma marca nova para o Coruja, que mudasse a cara do bloco até então. O resultado foi a marca acima criada diante do próprio Marcelo e Léo Góes num pedaço de papel com caneta hidrográfica. Exatamente essa aí, sem tirar, nem por. Foi só scanear… essas coisas são legais.

Para quem chegou agora no carnaval, o bloco Coruja, ou “Os Corujas”, como foi originalmente fundado, nasceu há uns 50 anos no bairro do Barbalho, acho, e rivalizava com o bloco “Os Internacionais”, hoje o Inter, e, assim como seu rival, tinha como características principais as fantasias pomposas e o fato de só ser permitido a saída de homens. Antes de Ivete assumir, Ricardo Chaves administrou o bloco e mudou seu nome para “Corujas”, retirando o “Os”, mas tarde, retiraram também o “s” final.

Abadás do Camaleão 2011.

Abadás Camaleão carnaval 2011

Uma patinha em 3 dimensões foi a novidade no abadá do Camaleão.

Esses foram os abadás criados para o carnaval do bloco Camaleão em 2011. Focamos no conceito do “EU (patinha) VC” para reforçar a força do logotipo. Por falar em patinha, ela ganhou volume e charme especial sendo fabricada em material emborrachado. Para combinar com tudo isso, os camaleãozitos nos estilos Bell e badboy. Na terça, foi a vez da camaleãozita homenagear o Dia da Mulher.

Camarote do Reino: reconstruindo a natureza.

Decoração Reciclável do Camarote do Reino 2011

Não só a tematização, todo o material da decoração será reciclado.

A reciclagem foi inspiração para criar a tematização do Camarote do Reino nesse carnaval. Utilizei “lixo” de imagens para esculpir figuras da natureza. Foi um trabalho muito legal compor todas essas “esculturas”. Um fato importante é que utilizamos lonas 100% recicláveis na decoração e muito papelão nas sinalizações  internas. tudo sustentável.

Nessa empreitada contei com a grande ajuda de André Galo, Val Peruna, Tiago Nunes e Felipe Melo. A aprovação foi de Marcelo Brasileiro. Já a produção ficou por conta de Alexandro Cardoso da Uranus 2.

Crocodilo, Carnaval e arte…

Abadás do Crocodilo 2011: homenagem a grandes pintores brasileiros.

Abadás do Crocodilo 2011: homenagem a grandes pintores brasileiros

Os abadás do Bloco Crocodilo, para esse carnaval, prestam homenagem a grandes artistas brasileiros. O briefing, como sempre, foi de Daniela. Fiz, então, uma leitura do estilo desses artistas e criei estampas originais inspiradas em seus traços ou características de uma obra famosa. Espero que gostem. São sempre um desafio essas solicitações de Daniela.

Ah, os artistas? Deixo a critério de vocês idetificar quem é quem.

Camaleão lança sua campanha de boas-vindas…

Outdoor Camaleão carnaval 2011

Nessa campanha, a patinha ganha um significado intraduzível.

Tradicionalmente, o bloco Camaleão lança uma campanha de boas-vindas aos que chegam nessa cidade para o Carnaval. Na versão de 2011, o bloco apostou em seu ícone, a “patinha”, para expressar todo sentimento de alegria e emoções que esse mais que conhecido símbolo transmite. Ainda para reforçar essa linha de comunicação, criamos um “camaleãozito” que estará presente em todo o carnaval.

Loucuras engavetadas…

Projetos Trio Elétrico para o Bloco Skol

Viajei legal nesse primeiro trio...

Todo mundo que vive do trabalho criativo certamente já engavetou alguma idéia. Vez por outra, vasculhando arquivos, encontro uma. Hoje encontrei essa belezura, um trio elétrico muito louco que fiz para minha amiga Alice Coelho apresentar ao Bloco Skol. Ainda bem que eles não aprovaram, porque nem eu sei como realizar isso aí, rsrsrs…

Aos devotos do Santo Guerreiro!

São Jorge da Benzadeus

Criações exclusivas para a marca Benzadeus.

Duas estampas criadas para a tribo seguidora do Santo Guerreiro. Um São Jorge em estilo tribal e outro na técnica “bico de pena”. As duas criações foram para a coleção de camisas da Benzadeus e estão à venda no site da loja: www.benzadeus.com.br.

Asa Reiciclável, o CD.

Asa Reiciclável - capa CD 2011

A ordem é reiciclar os amores e a alegria nesse carnaval.

Por esses dias a banda Asa de Águia estará terminando a produção do “Asa Reiciclável”, seu novo CD, que será distribuído gratuitamente para os associados do Me Abraça e CocoBambu. O trabalho reúne músicas novas (Anjo Bebê, Reiciclável), alguns remixes (Pra Lá de Bragadá, O Lobo) e uma ao vivo (Embalou no Ar).

Segundo Durval, nesse carnaval a proposta é REIciiclar tudo: dos amores a alegria. Baseado em seu briefing, criei uma interpretação nova para a marca do Asa.

Da Mortalha ao Abadá: a Involução da Fantasia.

Da Mortalha ao Abadá, uma evolução da fantasia baiana.

A mortalha foi um simbolo de liberdade e igualdade para o folião baiano.

A “Mortalha” surgiu em meio ao louco final dos anos 60. Era uma fantasia prática, barata e irreverente, contrapartida a tantos “caretas” que ainda povoavam um carnaval moldado ao estilo europeu. O careta era o pierrô mascarado; a mortalha era a liberdade descarada. Essa fantasia também tinha um capuz, mas logo o governo militar proibiu as máscaras. As mortalhas trocaram suas cruzes e cores fúnebres pelo colorido psicodélico e frases que expressavam as novas liberdades: sexo, comportamento e drogas. No carnaval era proibido proibir!

Na metade dos anos 70 a mortalha já era vestimenta predileta dos pequenos blocos que não tinham grana para fantasias mais elaboradas. Alguns desses tornaram-se grandes e viraram ícones da folia, com suas mortalhas desejadas e disputadas que combinavam perfeitamente com o ritmo cadenciado das batucadas. Foi o caso do Jacú, Barão, Top 69… Por volta dos anos 80 surgiu também o “macacão”, fantasia simbolo de blocos como o Traz-os-Montes e Clube do Rato, mas a mais nova safra de grupos como o Camaleão, Saku-Xeio e Pinel elevaram a mortalha à condição de unanimidade para os foliões do carnaval de Salvador. Isso até início dos anos 90, quando surgiu o abadá no bloco Eva. Ano seguinte todos os blocos fizeram o mesmo.

Ainda acho que a mortalha foi, de todas, a fantasia mais prática e livre. Podia-se tudo… Representou também um período muito importante da festa e de muitas gerações. Mas, com a introdução do trio elétrico nos blocos, por volta de 1980, o som frenético das guitarras já não combinava com aquela enorme túnica hippie e terminou por decretar, 10 anos depois, o fim da mortalha. O fim da fantasia.

Antes de eu criar o abadá para o Eva, oferecí a idéia para meus tradicionais clientes na época, os blocos Pinel e Beijo, mas nenhum topou a brincadeira. Uns 3 anos depois de criado o abadá, propus, para o mesmo Eva, lançar a idéia de 3 abadás, um para cada dia, mas acharam a operação complicada e não quiseram. Foi a vez do Bloco Cheiro comprar a idéia e proporcionar uma das maiores mudanças de hábito no carnaval: sair um dia em cada bloco, ou melhor, sair um dia com cada banda.

La Mercury no Por do Som.

Por do Som com Daniela MercuryA bonita foto de Daniela ajudou muito na composição desse outdoor, arte minha e de Mariana, para o evento “Por do Som” que acontecerá na virada do ano, no Farol da Barra, com apoio da Prefeitura, através da Saltur, e da Coca Cola.

Essa foto maravilhosa foi clicada pela catarinense Priscila Prade.

O Reiciclável Lelys…

O Reiciclável Durvalino

Carnaval 2011: Durval Lelys inventa mais uma.

O indefectível personagem Durvalino já é patrimônio do Carnaval de Salvador. Em 2011,  o capitão Asa se transformará no “Reiciclável”, nada mais pertinente para essa figura ímpar da festa baiana. Ele já é mesmo o Rei da Rua e agora, REIciclando tudo, imaginem… Para os que torcem o nariz para suas fantasias, certa vez Durval me disse que era antes de tudo um carnavalesco. E já que estamos falando de carnaval…

Eu “Patinha” vc!

Eu Patinha Você

A "patinha" do Camaleão expressa vários sentimentos.

A tradicional patinha do Bloco Camaleão acaba de ganhar um novo conceito. Um conceito intraduzível. É algo como juntar sensações do tipo “curtir”, “amar”, “festejar”, “brincar”, numa só expressão, num só simbolo. “Eu ‘patinha’ vc” quer dizer eu me divirto com você,  eu adoro você…  “Eu ‘patinha’ Chiclete” pode ser eu curto o Chiclete, sou fã…  na verdade nem precisa traduzir, a marca já diz tudo isso.

Além de adesivos, camisas, chaveiros, etc (já nas lojas da Central), a campanha também incluirá outdoors e anúncios durante o carnaval.

Minhas influências e outros bichos…

Sambista do Crocodilo

Esboço e ilustração para abadá do Crocodilo no carnaval 2006.

Dotô Fernando Diniz, advogado, escritor e desenhista, era pai de Alcides, amigo meu, e vizinho de rua. Vê-lo desenhar paisagens com caneta Bic preta foi meu primeiro contato com um grande artista. Mas tarde, já no carnaval, pintava os trios elétricos do Chiclete inspirado nos “desenhos poesias” do grande cartunísta Nildão. Suas cores e traços marcaram definitivamente meu trabalho. Em seguida, mergulhado no mundo mágico da aerografia, vivia olhando as ilustrações de Bel Borba pra ver se pegava alguma coisa. Na publicidade, João Silva foi minha referência como diretor de arte, e Bonetti, meu amigo redator, me deu régua e compasso nessa “arte” que até hoje me é estranha. Sempre admirei também o trabalho de Juarez Paraíso e sua arte curvosa, infinita em mistérios. Por fim, minha influência maior foi minha mãe que, mesmo sem grana, sempre dava um jeito de decorar nossos aniversários. Era uma festa… foi isso.

A ilustração dos sambistas acima foi uma solicitação de Daniela Mercury para homenagear ritmos brasileiros nos abadás do bloco Crocodilo, no carnaval 2006.

Um símbolo para o REAL, nossa moeda.

Um Símbolo para o Real

O REAL já merece um símbolo para sua moeda.

Acho que o “Real”, nossa moeda, já ganhou estabilidade e importância suficiente para ter seu próprio símbolo. Outras moedas importantes como a Libra inglesa, o Euro e o Iene do Japão têm sua própria representação gráfica fato que sem dúvida agrega status. Ainda hoje no Brasil utilizamos o “R” combinado com o cifrão “$”, assim como os americanos o fazem com o “US”. Nada original.

Pensei então num símbolo que além de valorizar o nossa moeda também trouxesse alto-estima aos brasileiros, além de certo charme na hora de diagramar um texto ou precificar uma mercadoria ou serviço.  As duas barras foram dispostas de forma inclinada para simbolizar a ascensão do Real.

Fiz também um estudo de tipologias e uma demonstração da viabilidade de utilização prática na escrita cursiva.

A ideia está lançada.

Quem se interessar em adquirir uma camisa com esse símbolo do Real estampado, está à venda no site http://www.benzadeus.com.br, ou direto pelo link https://www.benzadeus.com.br/loja/detalhe.aspx?prod=476 .

Camisa com o Símbolo do Real brasileiro.

Camisa à venda na loja http://www.benzadeus.com.br.

 

Abaixo, os símbolos da Libra, Euro e Iene.

outras moedas

Libra, Euro e Yene